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HISTÓRICO
UM POUCO DE HISTÓRIA - BENEDITA FERNANDES

Benedita Fernandes nasceu em 27/06/1883 na cidade de Campos Novos da Cunha (SP).

Portadora de “Doença Mental”, perambulou pelas cidades da região noroeste de nosso Estado, até localizar-se na cidade de Penápolis.

Nesta época, em razão de fortes crises e na falta de hospital especializado, foi entregue aos cuidados da Polícia Civil, passando a morar na cadeia pública. O carcereiro Predial e depois Sr. João Marchesi, deram assistência à mulher doente, principalmente com passes.

 

Contava Benedita Fernandes, depois de uma crise muito forte, recebeu um chamamento libertador, uma voz que lhe dizia: “Benedita, se promete consagrar-te, inteiramente, aos enfermos e pobres, sairás curada daqui”.

Livre do mal que perturbava, Benedita Fernandes, veio para Araçatuba, onde uniu-se a um grupo de pessoas de boa vontade, iniciando seu trabalho filantrópico no Patrimônio de Dona Ida, atualmente, bairro Santana.

Após formar um Centro Espírita, contando com a ajuda de pessoas pobres e humildes “levantou casas de madeiras para atender crianças e obsidiados”.

Sendo assim, aos 06/03/1932, nas dependências do Centro Espírita Paz, Amor e Caridade, no bairro Santana, aconteceu a fundação da “Associação das Senhoras Cristãs".

Em 01/11/1933, foi inaugurado o prédio próprio da Associação das Senhoras Cristãs, à rua Newton Prado, 178 (hoje rua Benedita Fernandes) atendendo de início crianças necessitadas com a “Casa da Criança” e o “Asilo Dr. Jaime de Oliveira”, para doentes mentais.

Dinâmica, Benedita Fernandes ampliou o seu trabalho de assistência aos pobres, inaugurando a 19/04/1943, o “Albergue Noturno Dr. Plácido Rocha”. Logo depois surgiu a “Escola mista do Abrigo João de Deus”, e a “Escola Dr. Valadão Furquim”.

Para levar diante tais empreendimentos, Benedita Fernandes recorria à sociedade araçatubense, além de autoridades regionais, visto que gozava de grande prestígio e respeito.

Benedita Fernandes faleceu às 01:30 horas do dia 09/10/1947, vítima de “Colapso Cardíaco”, na sede da Associação, em Araçatuba.

Após seu falecimento, o Asilo Dr. Jaime de Oliveira transformou-se no Sanatório “Benedita Fernandes”, numa justa homenagem a sua fundadora. O Hospital ou Santatório Benedita Fernandes deixou de atender novas internações no dia 18/11/2015. A instituição ainda cuida de 13 pacientes moradores que aguardam a definição da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial) para serem inseridos no projeto de SRT (Serviço de Residência Terapêutica).

**Como ilustração, transcrevemos abaixo, trecho do livro "DAMA DA CARIDADE": "Certa feita, autoridades teriam solicitado ao presidente Getúlio Vargas que tomassem alguma atitude para cercear as atividades espíritas, em expansão. Segundo as informações correntes, o Presidente teria respondido "como poderia tomar tal atitude se, até na longíngua noroeste, existia uma BENEDITA FERNANDES dando atendimento a órfãos e doentes mentais? E não atendeu a sombria solicitação..."

** Dados extraídos do livro Dama da Caridade, de autoria de Antônio Cesar Perri de Carvalho, edição de 1982 e do artigo da Folha da Região de 23/01/2008, do Monsenhor Luso da Cunha Sornas. 

 

Algumas passagens de BENEDITA FERNANDES: 

 

"Certa feita, as crianças não tinham o que comer. Benedita explicou-lhes que se elas fossem ao portão, Jesus as auxiliaria. Elas se postaram à entrada do Lar, com o estômago a doer. Ora, passava por ali um homem chamado Ricieri, que era vendedor numa carrocinha, de buchos, rins, fígado, um tripeiro, enfim. Ricieri perguntou-lhes o que elas faziam ali fora. - "Estamos esperando Jesus para nos dar de comer". Ele lhes respondeu: "− Digam pois lá dentro, para a mãezinha de vocês, que Jesus chegou! E daquele dia em diante, com as sobras do tripeiro, não houve mais fome por lá. Ainda, ele também, em cada casa que parava, falava aos fregueses daquele pequeno abrigo e muitos passaram a auxiliar." Após a morte de Benedita Fernandes, Ricieri já doente,  sabedor que Divaldo Franco estaria dando uma Palestra, na residência do casal Irene e Aristides Silva, no Flamengo, para lá então se dirigiu com a esposa Matilde e com os confrades Ana e Geraldo Guimarães. Divaldo Franco, na sua discrição, naquele dia, tomando conhecimento do caso do doente, disse-lhe de chofre, para espanto de todos que ali se encontravam:"− É, Ricieri, você, como todos nós, vai desencarnar, mas há aqui um venerando Espírito a me dizer que irá recebê-lo e auxiliá-lo no trânsito pós-morte. Diz-me ela também, que você a conhece bem, desde os tempos das sobras... Está ela a agradecer, a dizer obrigada pelas sobras!" "− Sobras? Ah, então é D. Benedita Fernandes! Pergunte-lhe se eu não poderia ter uma moratória. Preciso de um tempo para terminar a obra dos esgotos no Lar de crianças da minha cidade. Divaldo, será que posso pedir além da moratória, que minhas dores sejam minimizadas?" Divaldo ficou a escutar Benedita Fernandes. "− Ela me diz que sim, que a moratória ser-lhe-á concedida. Mais tarde, você sentirá uma dor forte no coração e no pulmão. Aí será chegada a hora da viagem..." −completa-lhe Divaldo. Depois, o médium oferece ao doente a terapêutica do passe renovador e suave perfume balsâmico invade o ambiente. Ricieri e a esposa Matilde foram para casa; para espanto dos médicos, a dor havia passado. Um ano após esses acontecimentos, o bondoso tripeiro já havia terminado os esgotos do abrigo, quando sentiu uma fortíssima e aguda dor no peito, avisou a mulher, deitou-se e, tranquilamente, desencarnou, auxiliado, certamente, por esse Espírito dedicado que se chama Benedita Fernandes. A psicografia de Francisco Xavier registra o trabalho de Benedita Fernandes, que é intitulada Num Domingo de Calor, assinada por Hilário Silva, e publicada pelo Anuário Espírita 1964 (IDE).

 

"Conta-se que, um dia, Benedita Fernandes viu jogado a um monturo, morto, e quase devorado por urubus, o corpo de um mendigo, seu conhecido, que pela carência socioemocional, era considerado louco. Ela ali mesmo jurou que jamais alguém, considerado louco, ou mesmo os loucos, ficariam sem o seu amparo. Passou a recolhê-los e abrigá-los num quartinho. Quando em crise, os dementes avançavam para ela, mas essa mulher de seios fartos, cabelos carapinha e sorriso de esperança, sentava-se numa cadeira próxima, aconchegava-os ao seu regaço, colocava a cabeça dos desvairados no seu colo, acalmava-os com preces, passes e boas palavras e a crise ia regredindo, e eles ficavam calmos, pacificados pela força irresistível do amor".

 

"O Prefeito da cidade, vendo que aquela era uma boa causa, passou a auxiliá-la com recursos financeiros, mas um dia, esse dinheiro, essencial, passou a não mais chegar. E ela, ao reclamá-lo com o Prefeito, soube que não mais o teria. Não titubeou. Era mulher de fibra vigorosa, avisou ao mandatário que soltaria os loucos todos por não poder sustentá-los. Eles ficaram então, por algumas horas, vagando pela cidade de Araçatuba e, assim, Benedita Fernandes obteve novamente a subvenção e pôde continuar a deles tratar".

 

"Benedita Fernandes, abnegada fundadora da Associação das Senhoras Cristãs, de Araçatuba, no Estado de São Paulo, foi convidada para uma reunião de damas consagradas à caridade, para exame de vários problemas ligados a obras de assistência. E porque se dedicava, particularmente, aos obsidiados e doentes mentais, não pode esquivar-se. Entretanto, a presença da conhecida missionária causava espécie. O domingo era de imenso calor e Benedita ostentava compacto mantô de lã, apenas compreensível em tempo de frio. – Mania! – cochichava alguém, à pequena distância. – De tanto lidar com malucos, a pobre espírita enlouqueceu... – dizia elegante senhora à companheira de poltrona, em tom confidencial. – Isso é pura vaidade, – falou outra – ela quer parecer diferente. – Caso de obsessão! – certa amiga lembrou em voz baixa. – Benedita, porém, opinava nos temas propostos, cheia de compreensão e de amor. Em meio aos trabalhos, contudo, por notar agitações na assembléia, a presidente alegou que Benedita suava por todos os poros, e, em razão disso, rogou a ela que tirasse o mantô por gentileza. Benedita Fernandes, embora constrangida, obedeceu com humildade e só aí as damas presentes puderam ver que a mulher admirável, que sustentava em Araçatuba dezenas de enfermos, com o suor do próprio rosto, envergava singelo vestido de chitão com remendos enormes".

 

Nos anos 70 e 80, Divaldo Pereira Franco psicografou várias mensagens de autoria de Benedita Fernandes. Estas estão incluídas em livros do mesmo médium. Por ocasião do cinquentenário de suas obras, lançamos um livro sobre Benedita – Dama da Caridade (já citado acima),  inicialmente editado pela então União Municipal Espírita de Araçatuba, na qual reunimos informações sobre a vida e as ações desta notável obreira, bem como as mensagens espirituais dela ou alusivas a ela. 

VIDEO BENEDITA FERNANDES

Vídeo que conta um pouco da História de BENEDITA FERNANDES.

 
Araçatuba / SP

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Rua: Benedita Fernandes, 445, Bairro Santana, Araçatuba-SP. CEP: 16050-535
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